Este é um tema que pode gerar mais posts. Inclusive, a Juliana já começou falando sobre o fantástico mascote dos Jogos de 92. Falo agora sobre as aberturas dos Jogos de 92, em Barcelona, e 96, em Atlanta.
Em 1996, tivemos aquela fila com uma série de atletas importantes dos EUA (vá se preparando, porque o dia em que o Brasil sediar uma Olimpíada, eu não duvido que quem acenda a tocha seja o Edson ou mesmo algum artista como a Xuxa). Momento emocionante foi ver Mohammed Ali, já bem consumido pelo Mal de Parkinson, sendo o condutor final do fogo olímpico. O vídeo abaixo é longo. Avance até os minutos finais para a cena mencionada:
Mas inesquecível à infância da década foi com certeza a abertura dos Jogos Olímpicos de Barcelona. A ousadia, a língua próxima. Na verdade, a primeira Olimpíada da qual me lembro. Não existe cena mais clássica do que o momento em que a tocha seria acendida por uma flecha em chamas que, ahn, errou o alvo. Lembram?
Em um dos poucos dias que consegui chegar “cedo” em casa, flagrei o pessoal, após a favorita da globo, trocando de canal e assistindo Pantanal. O SBT aposta na novela exibida pela Manchete em 1991, que trouxe ao mundo carinhas como a Cristiana Oliveira, a sempre lembrada Juma. Não me lembrava de nenhuma outra grande figura, mas ontem vi um trecho: Marcos Winter de galã é impagável. E na abertura original encontrada agora há pouco no YouTube e exibida abaixo, consta na tela “apresentando”, destinada a atores que estão fazendo a sua primeira novela, o nome de Carolina Ferraz.
Para você que já está se acostumando com o fato que os anos 90 vão voltar, troque de canal e assista Pantanal. Esta novela causou um belo buraco de audiência na até então toda-poderosa Globo na época de sua primeira exibição e mesmo hoje, 17 anos depois, alavancou a audiência do SBT. Disseram-me que isso é o efeito de um Benedito Ruy Barbosa inspirado, um bom elenco e uma excelente direção do Jayme Monjardim.
Eu, na verdade, aposto em peitinhos. Quando você menos espera, eles pulam na tela, veja:
Os entusiastas da música eletrônica poderão dizer que a década deu um salto qualitativo no gênero. Foi durante os 90 que surgiram um monte de sub-gêneros que fazem da cena uma verdadeira salada para leigos como eu.
Mas tivemos entre as ditas bandas pop algumas que vieram deste cenário (você lembra de chamar o seu amiguinho de clubber? Pois é…). Uma delas foi o Prodigy.
O Prodigy surgiu em 1990, com dois manos loucos à frente de um DJ.
De acordo com a Wikipedia: “The Prodigy é uma banda britânica de música eletrónica, considerada uma das maiores referências de um sub-género desta, o big beat. Iniciaram a sua carreira em 1990, quando Liam Howlett, Keith Flint e Leeroy Thornhill se cruzaram num clube na cidade onde viviam, Essex, e decidiram formar um grupo. A intenção era Keith e Leeroy ocuparem a posição de dançarinos, dando assim um contributo para que a música que Liam criava ganhasse vida em cima dos palcos. O primeiro concerto aconteceu no The Labyrinth em 1990, ao qual se juntou por divertimento Maxim Reality (no papel de MC), acabando por ficar até hoje nessa função.”
A coisa até que pegou, os dois manos loucos na verdade viraram vocalistas e o disco de 1996, The Fat of the Land, estourou nas paradas com pelo menos 3 grandes hits que você pode conferir abaixo (respectivamente): Firestarter, Breathe e Smack My Bitch Up. O último causou grande frissom no mundo por ter sido banido pela MTV gringa por ter excesso de apelo sexual e apologia a uma vida nada saudável. Enfim. Veja aí:
escrito por Luiz Yassuda em 19/06/2008 - 4 comentários
Seria um grande post se eu comentasse sobre uma grande canção do Gonzaguinha, cuja intérprete mais famosa foi Maria Bethânia. Mas temos que manter o nível um cadim mais baixo, então falemos desta Explode Coração:
A novela Explode Coração, exibida entre 1995 e 1996, foi a coroação da rumba flamenca em horário nobre. Em outras palavras, fizeram uma trama baseada na cultura cigana, deixando de presente para a década o hit Enamorado, depois com versão brasileira de João Paulo e Daniel, denominadada Estou Apaixonado. Outro presente foi a interpretação de Ricardo Macchi no papel do Cigano Igor, nome pelo qual até hoje o ator(?) é chamado.
Cigano Igor foi o precursor do modelo de modelos atores. Antecedeu figuras como Paulo Zulu e Reynaldo Gianecchini. Sua performance como ator não fica devendo em nada para outros grandes mestres desta faculdade, como por exemplo Murilo Benício.
Veja nesta cena, com direito ao hit amoroso e o par romântico Tereza Seiblitz, a cigana Dara:
Veja também a abertura desta novela, com direito a dancinha e, olha que modernidade, download da Ana Furtado. Do computador para a sala de estar. Muito descolado para a época, ó:
E para fechar o post, um hit do fim dos anos 80 (em disco gravado em 1989), que provavelmente você só conheceu nos anos 90. Recomendo que você dê um play no clipe e aí faça uma releitura do post. Só para criar um clima.
escrito por garciasales em 17/06/2008 - 2 comentários
Olá, pessoas!
Eu compartilho da opinião do Yassuda, os 90 vão voltar com tudo. E ainda bem que eu era adolescente, aí fica mais fácil lembrar das coisas.
E essas lembranças vêm de assalto, difusas. Quis recomendar um clipe da década pro Yassuda (era Double You, FYI) e me pego assobiando uma música. Fiquei pensando “de onde era essa música mesmo?”. Era de um desenho. Que desenho, meu Deus? Penso mais um pouco e lembro: era de um desenho da Cultura… Era o Cobi! O mascote das Olimpíadas de Barcelona ‘92.
Esse processo realmente consumiu algumas sinapses, apesar da minha autoproclamada boa memória.
E começo a cantarolar: “Cobi… o mascote genial… larari, larari em Barcelona” - hahaha, não, não é assim. Toca procurar a música no iutubiu.
Vendo esse vídeo da abertura, vejo como tem coisas que a gente só entende depois de adulto: esse desenho tem o traço livremente inspirado em Miró e Picasso. Isso explica a garotinha sem braços que toca teclado com os pés.
E a minha mãe sempre perguntava “por que você assiste a esse desenho torto?” Ora, é superlegal, mãe! E prevejo que Cobi será tão cultuado quanto o Misha, o ursinho chorão de Moscou ‘80.
escrito por Luiz Yassuda em 12/06/2008 - Um comentário
A banda é dos 80, mas o hit é dos 90. Fazemos uma homenagem ao dia dos namorados, inspirados pela tag lançada no Twitter (#LoveSongsRBackAgain) de autoria da Juliana Garcia Sales, com uma canção do Bon Jovi, lançada na coletânea de 1994 intitulada Cross Roads, que continha como inéditas Someday I´ll be Saturday Night e este clássico abaixo, Always:
escrito por Luiz Yassuda em 09/06/2008 - Um comentário
A Andrea relembrava comigo durante festa ecana dos bons tempos em que começamos a ir em baladinhas. Era tudo muito novo diante daquela abundância de gente e de músicas que tocavam na Jovem Pan.
Uma banda que não passou despercebida, emplacando, como ela mesmo disse, 10 top hits na década, foram os Vengaboys (veja aqui o post da Andrea) já do final dos anos 90. Bandolinha puramente comercial européia, fábrica de hits que empolgaram o salão.
O clipe de cima é Boom, boom, boom, destacado pelo Music Pills. Eu, particularmente, acho We Like to Party um pouco mais grudento e irritante. Por isso, o clipe segue aí embaixo:
Claudinho e Buchecha tinham uma história bonita, bem brasileira, para contar quando estouraram. Em 1996, no disco de estréia, a dupla que veio da favela do Rio ganhou o Brasil com um hit chiclete. Conquista conquistou. Ganhou as rádios, as TVs.
Presença garantida em festinhas e programas, a dupla acabou com fim trágico: Claudinho morreu num acidente de carro em 2002. Ainda assim, a dupla deixou 6 discos gravados, um por ano desde 1996, além de um Buchecha que faz participações especiais em alguns shows nesta década.
Eu queria também achar uma propaganda de Nike com o Ronaldinho (o fenômeno, não o Gaúcho! Estamos falando de iconografia dos anos 90!) cantando uma canção do primeiro disco de Claudinho e Buchecha (um dos clássicos da propaganda boleira de todos os tempos), mas o máximo que encontrei foi uma versão remixada, com as cenas do anúncio, mas a canção original. Creio que serve para, pelo menos, dar aquele gostinho de nostalgia:
escrito por Luiz Yassuda em 04/06/2008 - 5 comentários
Antes mesmo de você sonhar com os gadgets mais completos ou luxuosos, devemos lembrar que nem sempre existiram iPods, iPhones, PDAs e notebooks. Para ser mais preciso, nos anos 90, já haviam sim laptops, que eram basicamente computadores bem pesados, mas que cabiam numa maleta (que ficaria bem pesada). MP3 player foi um conceito que só nasceria no século seguinte e os telefones celulares mal faziam as ligações direito.
Sendo assim, a grande coqueluche portátil multifuncional que ainda conseguiam prover algum tipo de comunicação eram as agendas eletrônicas, pequenas calculadoras que também possuiam agenda telefônica, espaço para anotações, calendário, etc. Os pequenos aparelhos tinham teclado QWERTY e funcionavam com pilhas.
Lembro-me de ter tido uma maravilhosa My Magic Diary, a versão teen ou pré-teen do aparelho vendido aos adultos. Além das funções descritas acima, a My Magic Diary vinha com um guru amoroso eletrônico (bastava colocar a sua data de nascimento e a da amada para ver as chances), além de contar com a alta tecnologia do infra-vermelho para conseguir trocar mensagens com outros donos de My Magic Diary (num raio de 1 metro) e, pasmem, ter um controle universal para TVs e VCRs.
Diz aí se o seu iPhone diz quem lhe ama e ainda rebobina VHS…
É fato que os anos 80 podem se orgulhar (?) de ter o Xou da Xuxa, o Balão Mágico e outras variações do mesmo tema. No quesito “apresentadoras-infantis-loiras”, apenas 3 realmente se destacam, ainda que façamos neste parágrafo uma menção honrosa a mais duas: Paty Beijo (que passava na Manchete antes dos Cavaleiros do Zodíaco) e Jackie Petkovic, que começou no fim dos anos 90 no Fantasia do SBT e em 98 virou também apresentadora infantil (e está ganhando uma menção honrosa porque continua peteca).
As três que realmente se destacaram no ramo e mantém até hoje atrações na TV são a própria Xuxa, a Angélica e a musa inspiradora deste post, Eliana, também conhecida como Eliana Dedinhos, apelido cunhado em homenagem ao seu primeiro disco infantil de sucesso, Os Dedinhos (1993).
Quem não se lembra do ritmo chiclete e irritante? “Polegares, polegares, onde estão? Aqui estão”. Eliana virou um ícone infantil. Alcançou uma geração nova demais para entender o que foi a Xuxa (das pessoas nascidas em 1990) e puxou para si o título de “A” apresentadora infantil da década.
Para relembrarmos este fenômeno, segue um clip também chiclete e irritante: Pop Pop, de disco homônimo gravado em 1994.