Yo!

escrito por Sylvia Ferrari em 08/03/2009 - Um comentário

After a long time, um dos antigos rappers dos anos 90 volta a ganhar as manchetes e me fez lembrar uma fase em que eles reinavam nas trilhas sonoras de alguns filmes.

O próprio Coolio fez do filme Dangerous Mind (com a Michelle Pfeiffer) inesquecível por Gansgta’s Paradise (lembramos que essa música foi trilha do filme, mas não lembramos dele!).

Agora, fenômeno da trilha-chiclete foi Space Jam, que tem Coolio, R. Kelly, LL Cool J, Busta Rhyme, Seal e etc. Veja a Tracklist:

1. “Fly Like an Eagle” performed by Seal
2. “The Winner” performed by Coolio
3. “Space Jam” performed by Quad City DJ’s
4. “I Believe I Can Fly” performed by R. Kelly
5. “Hit ‘Em High (The Monstars’ Anthem)” performed by B-Real of Cypress Hill, Coolio, Method Man, LL Cool J and Busta Rhymes
6. “I Found My Smile Again” performed by D’Angelo
7. “For You I Will” performed by Monica
8. “Upside Down (’Round-N-’Round)” performed by Salt-N-Pepa
9. “Givin’ U All That I’ve Got” performed by Robin S.
10. “Basketball Jones” performed by Barry White and Chris Rock
11. “I Turn To You” performed by All-4-One
12. “All of My Days” performed by Changing Faces featuring R. Kelly and Jay-Z
13. That’s the Way (I Like It)” performed by Spin Doctors featuring Biz Markie
14. “Buggin’” performed by Bugs Bunny (Billy West), Daffy Duck (Dee Bradley Baker) and Elmer Fudd (Billy West)

Já o fim da década, P. Daddy (na época ainda Puff Daddy) fez uma adaptação de Kashimir do Led Zepplin - Come with me e gravou com o Jimmy Page para a trilha de Godzilla. Sim, os anos teve parcerias interessantes como a que eu comentei no meu post de estréia na casa.

Garotinhas bravas dos anos 90

escrito por Sylvia Ferrari em 25/02/2009 - Um comentário

Se teve uma coisa típica dos anos 90 foram as bandas de rock lideradas por uma garota. Semana passada uma delas passou por São Paulo: Alanis Morissette

Em geral essas mocinhas são famosas por botar para fora todas as suas mágoas com o apoio de uma guitarra, um baixo e uma bateria. Alanis é uma delas, tanto que seu albúm Jagged Little Pill (que não foi o primeiro de sua carreira, mas os trabalhos anteriores da moça são dignos de nosso esquecimento) foi um dos mais vendidos da história e tudo mundo sabe cantar pelo menos 2 a 3 músicas dele. Inclusive, quem tiver o Jagged Little Pill em casa, repare que há duas versões de You Oughta Know; a segunda, lá no fim do cd, foi gravada nada menos que Flea, Dave Navarro (ambos RHCP) e Taylor Hawkins (Foo Fighters).

Essa última turnê prometia uma Alanis mais calma, até porque seu novo album, Flavors of Entanglement (2008) está mais centrado, por mais que ainda seja uma lavação de roupa suja (lembre-se que em 2007 o ex-noivo dela a trocou por Scarlett Johansson, auch! - as músicas sobre o fato são Torch e Tapes).

É engraçado ver que passado-se mais de 10 anos a Alanis mantem o mesmo jeitão passivo-agressivo no palco (PI-RA-DA ao vivo exatamente como ela era em 1995). Tá aí um ao vivo de You Oughta Know em algum momento dos anos 90 (vamos combinar que o figurino dela era sofrível) e a performance dela no último dia 3 de fevereiro no Via Funchal aqui em SP em Sympathetic Character (sim, no fim do vídeo, ela se jogou no chão mesmo e lá ficou durante alguns minutos, assim, surtanto).

A quem interessar, ai vai o set list que é um composição de 3 álbuns: Jagged Little Pill, Supposed Former Infatuation Junkie e Flavors of Entanglement (com apenas uma musiquinha do So Called Chaos).

The Couch 1 Uninvited
Versions Of Violence
All I Really Want
The Couch 2
Not The Doctor
Not As We Garotinhas bravas dos anos 90’s
Head Over Feet
The Couch 3
Sympathetic Character
Perfect
Moratorium
You Oughta Know
Tapes
Hand In My Pocket
Underneath
Everything
You Learn
Ironic
Thank You

Para complementar este post sobre meninas nervosinhas dos anos 90 não podemos jamais esquecer de nossa grande viúva negra Courtney Love, vocalista do Hole, que com uma mistura pesada de viuvez (Kurt Cobain - Nirvana e Michael Hutchence - INXS) e rock sempre foi pura fúria por onde passou.

E, como não poderia esquecer, outro fenômeno liderado por uma mocinha de tpm constante - Gwen Stefani - nos anos 90 é No Doubt. OU você vai dizer para mim que você não tem o Tragic Kingdom no meio da sua abandonada prateleira de Cd’s?

Near, far…

escrito por Cássia Alves em 21/02/2009 - Sem comentários

Às vesperas do Oscar, aproveito o burburinho para falar de uma das maiores sensações dos anos 90 e o filme consagrado pela academia na década: Titanic. O filme com Leonardo di Caprio e Kate Winslet levou 11 estatuetas, incluindo melhor filme, e é um trabalho de James Cameron. O diretor viu um documentário em 1989 sobre o navio que trazia as mais novas tecnologias navais e seu naufrágio durante a viagem de inauguração e ficou bastante interessado em montar sua versão da história. Passou sete anos escrevendo o roteiro, começando a gravar em 1995.

O filme chegou aos cinemas em 1997, bateu recordes de público, ficando 15 semanas consecutivas como o primeiro lugar das bilheterias, e chegou assim ao primeiro filme da história que passa a marca de 1 bilhão de dólares de arrecadação, número que só foi batido em 2003, pelo terceiro filme que fecha a trilogia Senhor dos Anéis. No Brasil, o filme foi visto por 17 milhões de pessoas, as quais posso afirmar com veemência que eram 80 % mulheres que choraram com a morte de Jack (spoiler? hehe).

Tirando o fato do Leonardo de Caprio estar no auge da sua carreira e conquistar as adolescentes com seu belo rostinho, o filme de fato é um belo romance e que emociona. A tragédia torna-se pano de fundo para o impedimento da felicidade do casal, que além de estarem no navio com a maior tragédia da história naval em seu currículo, tinham a distância social, outros relacionamentos envolvidos, etc… Mesmo aqueles que (como eu) não eram tãão chegados assim no “Leo”, o filme tinha um appeal. É, e confesso que chorei no final…

Lendo mais sobre o filme, achei uma curiosidade no mínimo interessante: o ator que foi sondado em primeiro lugar para viver Jack Dawson foi Macaulay Culkin, o eterno menino de Esqueceram de Mim (outro sucesso dos anos 90). Fico aqui pensando se ele não tivesse desistido da carreira de ator de cinema e se tornado o ídolo das menininhas pré-adolescentes… E agora corta e lembro de Party Monster e seu papel de drag. Ok, fim das divagações.

E pra encerrar, deixo vocês com Celine Dion, e a música também ganhadora do Oscar “My heart will go on”. Símbolo do filme, do estado de espírito romântico que o filme deixou naquele 1997. E que consagrou a canadense que já estava um tanto sumida do show biz.

Casseta e Planeta, Urgente!

escrito por Luiz Yassuda em 12/02/2009 - 3 comentários

Um dos programas que definitivamente marcaram os anos 90 foi a sátira de revista eletrônica Casseta e Planeta, Urgente!, que tem uma origem, no entanto, bem mais remota.

O programa estreou na rede do plim-plim em 1992, tendo em seu time a equipe que se formou quando a moçada da Casseta Popular se juntou aos remanescentes do Planeta Diário. Mantido como atração mensal até 1998, ganhou espaço semanal desde então às terças-feiras. Sempre é bom relembrar os sucessos que foram todos os produtos das Organizações Tabajara, as imitações de celebridades, as entrevistas que hoje encontram um paralelo em humorístico esportivo da MTV, entre outras tantas coisas.

Para relembrar os momentos que deram origem a este programa de tanto sucesso, foi lançado o livro Antologia da Casseta Popular, com os melhores momentos do tablóide lançado pelos amigos Hélio de La Peña, Beto Silva e Marcelo Madureira na UFRJ, que ganhou a ajuda de Cláudio Manoel e Bussunda ainda na fase underground e teria projeção nacional associado ao Planeta Diário de Hubert, Reinaldo e Cláudio Paiva, este último tendo saído do Planeta anos antes da “fusão” acontecer. São 320 páginas de um humor maroto e politicamente incorreto, o mesmo que conduziu a equipe ao posto atual.

E a Editora Desiderata enviou uma cópia de presente ao Nos 90, que repassarei a vocês, intrépidos leitores. A mecânica é bem simples: O primeiro a comentar este post com o nome da primeira apresentadora do Casseta e Planeta, Urgente! leva o livro para casa. Preparados? É só mandar bronca!

Y con mucha honra!

escrito por Chris Dierkes em 04/02/2009 - Um comentário

Quem não se lembra de Soraya Montenegro? E de Paola Bracho? Vilãs dos maiores expoentes do gênero, Maria do Bairro e A Usurpadora (respectivamente) as víboras de cabelo Chanel e batom vermelho perigo marcaram os anos 90 com suas maldades.

Maria do Bairro, a mais famosa da trilogia das Marias interpretadas por Thalia, estreou no canal do tio Sílvio em 1997, sendo reprisada outras 3 vezes. A novela é dividida em 2 fases : Maria Favelada e Maria Lady. É aquela velha historia: menina pobre sofrida vai pra mansão, se apaixona pelo galã cafajeste, é enganada, sofre na mão dele, mas por fim o cafajeste se apaixona pela mocinha, enquanto a vilã tenta atrapalhar tudo.
Diferenciais: além do bebê perdido e reencontrado anos depois, temos uma vilã que cai da janela, forja sua própria morte e reaparece querendo quebrar tudo, mas acaba por morrer carbonizada em sua própria armadilha (quem se lembra da música Soraya Queimada do Zéu Britto?).

A Usurpadora foi ao ar pela primeira vez no Brasil no dia 22 de Junho de 1999, e assim como Maria do Bairro, foi reprisada outras 3 vezes. Além disso, contava com dois capítulos especiais que mostravam como vivia a família Bracho após o fim da novela.
Apesar do galã ser o eterno Fernando Colunga, e de ter nome composto como todo bom personagem de novela mexicana, o enredo de A usurpadora era mais complexo e inovador que as outras novelas do gênero. O reencontro das duas se dá no banheiro de um restaurante chique enquanto Paola, a gêmea má, vai retocar sua maquiagem e escapar da família semi falida que a sufoca, enquanto Paulina, a gêmea boa, cuida da limpeza do banheiro. Por serem idênticas Paola vê a oportunidade de cair no mundo sem que ninguém perceba, deixando sua cópia perfeita segurando a onda. Para convencer Paulina de tal, Paola arma uma enrascada para a irmã, não deixando outra alternativa para a o pobre coitada a não ser entrar no jogo.Quando Paulina finalmente consegue reestruturar toda a família Bracho além de “reconquistar” Carlos Daniel, Paola reaparece bronzeada e querendo seu lugar de volta.

Além dessas podemos citar Marimar, Maria Mercedes, Carrossel entre tantas outras. Porém, nenhuma dessas apresentavam vilãs do calibre de Soraya e Paola.

Saint Seiya

escrito por Cássia Alves em 22/01/2009 - Sem comentários

Você aí era um dos que corriam pra fazer a lição de casa (ou dava um migué na sua mãe) pra não perder o episódio do dia de Cavaleiros do Zodíaco? Não estava sozinho, e não eram poucos que decoraram os episódios até a batalha de Seiya com o Cavaleiro de Leão. E o que será que acontecia no final da saga das Doze Casas?

A extinta TV Manchete trouxe em 1994 o desenho que fazia um sucesso estrondoso no Japão. Ele foi o primeiro animé que cativou as crianças, mesmo com a dita violência que poderia incitar os jovens.  Segundo o extinto Cine Asia, “mesmo com toda a violência, CDZ trata de amizade, valores como honra e ética e nenhuma morte é banalizada. Cada personagem, independente do lado defendido e do caminho escolhido, busca a redenção”.

A série se repetiu durante dois anos, fazendo a Manchete atingir picos de audiência acima da Rede Globo, um fenômeno para a época. Em 1995, o canal dá seqüência aos episódios faltantes e os fãs puderam saber como a Saga terminava, além de conhecer outras sagas, e causar polêmica sobre qual delas era a melhor.  O desenho ainda trouxe versões para o cinema, além de infinitos bonecos, reproduções de armaduras e outros produtos. Um sucesso para as lojas de brinquedos. A série voltou em 2003, para a felicidade daquelas crianças que agora, um pouco maiores, poderiam lembrar do desenho, agora tendo de deixar os livros do vestibular de lado pra assistir mais uma vaga às grandes Sagas cheias de referências à Mitologia.

E pra encerrar, a abertura com trilha do Angra. Isso fez muito moleque virar metaleiro…

Madonna aos 50: “Então vou usar a cabeça”

escrito por Andréa Hiranaka em 24/12/2008 - Sem comentários

Foi isso que a Madonna respondeu a um jornalista da Vanity Fair em 1992 quando perguntada sobre o que faria quando tivesse 50 anos, subisse ao palco e seu corpo já não aguentasse mais. Ledo engano do jornalista. Estive lá no Morumbi no sábado pro segundo show da turnê Sticky & Sweet em SP e não tem quem quem diga que se trata de uma cinquentona. Yes she can, babe.

Não vou nem falar que foi bom, nem que tava cheio, nem que a produção foi linda, e nem que fui à loucura, pois já é bem prevísivel. Ok, pode não ter sido a melhor turnê da carreira e blábláblá, mas convenhamos, a mulher, linda, loira e cinquentona, tem o seu crédito (e bota crédito nisso).

Além disso, foi uma espera de 15 anos para o Brasil ver titia Madgie novamente. 15 anos! Em 1993, a turnê era a The Girlie Show, a famosa turnê do Erotica, já sem os cones Yves Saint Laurent, mas com muito couro, pele à mostra e posições polêmicas:

A Madonna de hoje, mãe de família, mais política e um pouco mais comportada, já não tem o pique dos seus 35 anos, mas ainda dá inveja a muita menininha (tipo eu!):

Poderia falar que os anos 90 foram dela, que foram os melhores anos da carreira, mas sabe que pra mim ela ainda continua diva?  Longa vida à Madonna!

Postei no Music Pills uma retrospectiva com vários vídeos, um de cada álbum, no seu aniversário de 50 anos. Veja lá!

Khaled, el Arbi

escrito por Luiz Yassuda em 17/12/2008 - 4 comentários

Estávamos aqui na empresa procurando vídeos de gosto duvidoso no YouTube, quando alguém lembrou do Khaled. Se você viveu nos anos 90, com certeza já ouviu falar deste ícone da música “das Arábias”.

Entre aspas porque ele, na verdade, é argelino. Segundo as informações que consegui reunir, Khaled começou a fazer sucesso na década de 80 sob a alcunha de Cheb Khaled. Com o pau que comia solto na Argélia, seja por um governo repressor ou por fundamentalistas islâmicos tão intransigentes quanto, achou na França o seu novo lar a partir de 1986, após se apresentar em um festival de música raï.

Finalmente nos anos 90, mais precisamente em 1992, lançou o seu precioso disco Khaled. Este disco só foi chegar em Terra Brasilis alguns anos depois, quase no fim da década. Quando chegou, em compensação, fez do até então desconhecido um freqüentador das paradas de sucesso da MTV. E mais, vejam só: uma de suas canções virou trilha de novela da Globo e o artista foi parar até no Faustão, um indicativo do que já caiu no gosto popular há algum tempo.

A canção que o tornou conhecido chama-se El Arbi, que significa “O árabe” no dialeto argelino. Infelizmente, não há rastros de seu nostálgico videoclipe nos sites de vídeo da Internê, mas achamos aqui dois vídeos que servirão para matar esta saudade da canção. O primeiro tem uma melhor qualidade de áudio, mas exibe apenas uns slides. O segundo é o registro de sua apresentação no Faustão:

Subindo a montanha sem fazer manha

escrito por Juliana Garcia Sales em 19/11/2008 - 3 comentários

Fui aterrorizada por mais calafrio dos anos 90. Levei um susto quando lembrei disso, não posso explicar o que sinto por esse programa, que me acompanhou em tantos pôres-do-sol.

Realmente, não dá pra não se assustar com a visão de um duende sendo atropelado por um trem porque não conseguiu ouvir seu grito “direeeeita!” - será que a visão bizarra já tomou conta de sua mente? Sim, é dele que estou falando: Hugo, o duende que fazia rimas xaropes nos fins de tarde pela CNT/Gazeta.

Lembro de ver esse programa ao som de INXS - Disappear, portanto, creio que via em meados de 91, 92.

Como funcionava: você ligava no telefone do programa e torcia pra ser atendido. Caso fosse, você participaria de um dos jogos disponíveis, que mudavam de época em época. Vou tentar lembrar aqui de alguns… Tinha do avião, da montanha, da linha de trem, tinha um na neve, tinha um de uns troncos de árvore… Seria esse o do skate? Ui, vou apelar pro Youtube!

Aqui não há vídeos da TV brasileira, pena, mas tem alguns de Portugal mui divertidos e cheios de rimas, ueba!

Continuando, o objetivo era fazer o Hugo chegar ao final da trilha (para isso dispunha de 3 vidas) pegar a maçã certa, que soltava a Hugolina e os filhotes da jaula da bruxa Maldícia. E perder essas 3 vidas era muito fácil.

Pra quem assistia, parecia que a pessoa que ligou era tonta e tinha sérias dificuldades pra digitar o botão correto do telefone. Mas a real era que o delay do comando do telefone pro jogo era absurdo (vide o programa Gol Show do Silvio Santos), mas criança, sabe comé, gosta de aloprar mesmo e o moleque era prego, acabou. Então, às vezes, pro meninote passar o Hugo pra outra linha do trem ou saltar pra escapar de um buraco era um lance mais de sorte que de reflexo. Ou de grande estudo do programa (NOT!).

Então, o garoto cai no buraco, perde a vida e, além de ganhar um “que peninha!” dos apresentadores, acabava ganhando uma rima esdrúxula do Hugo, tal como:

  • Errei a mira, parei na China!
  • Se liga, é a última vida!
  • Caí do penhasco, virei churrasco!
  • Não dê moleza, que voar é uma beleza!
  • aaaai, alguém anotou a placa?
  • Não tem chororô, esse jogo acabou!

E nada de prêmio, ueba, haha! =D

Adendo nada a ver: minha irmã achava o ingênuo Mateus Petinatti, o apresentador, um gatenho. Um tempinho depois, ele virou um um rapazinho erótico em Xica da Silva, novela da saudosa Manchete. Fiquei chocadinha.

Dogma

escrito por Chris Dierkes em 07/11/2008 - Sem comentários

Eis que depois de quase 10 anos eu finalmente consegui assistir Dogma, filme com roteiro e direção do Kevin Smith. Ei, não me olhe assim ok? Na roça onde eu morava na época não tinha pra alugar, nem cinema tinha! E se eu aparecesse por lá com uma cópia do filme, os aldeões provavelmente iam até a porta da minha casa com tochas na mão, gritando “BUUUUUUURN HER!” e me acusariam de ter transformado alguém numa salamandra e pesar o mesmo que um pato.

Dogma foi lançado em 1999, fechando com chave de ouro os queridos anos 90.Pra resumir a história: Loki e Bartolomeu querem voltar pro Paraíso, e pra isso eles têm que pelo Arco do Perdão, que fica na Igreja do Buddy Jesus lááá em Nova Jersey. Só que se eles voltarem pro Paraíso, isso provará que Deus estava errado, e o Apocalipse acontecerá levando toda a existência pras cucuias. Então a Voz de Deus (vulgo Metatron) vai atrás da última descendente de Jesus na Terra e fala pra ela “Você é tatatatatatataraneta de Jesus e só você pode resolver isso, beijosnãomeliga”. A salvadora de tudo conta com a ajuda do 13º apóstolo, sim, há um 13º apóstolo, cortado da bíblia porque é negro e dos maravilhosos e onipresentes em filmes do Kevin Smith, Jay e Silent Bob.

Deu pra pegar bem o espírito da coisa né? Dogma dá um tapão na cara de todos os religiosos fervorosos e nas 2 horas e meia de filme, mexe e remexe nos dogmas da igreja católica, discutindo a cor de Jesus até se Deus é homem ou mulher.

Além do ótimo roteiro e direção, Dogma conta com um elenco genial. Vai desde o casal “do momento” em 99, Ben Affleck e Matt Damon, e o famoso papel de Alanis Morissette como Deus. No mais, te faz rir muito e refletir sobre o que você acredita ou não.

Se você era como eu, e não teve como assistir Dogma no ano de sua estréia,
faça-o agora! Garanto pra você que vai valer a pena cada minuto gasto caçando a VHS/DVD escondida em alguma prateleira de locadora por aí, ou as horas gastas baixando em torrent.

ps. Falando nisso, se alguém tiver uma legenda sincronizada pra esse filme eu agradeceria, kthxby.