Near, far…
Às vesperas do Oscar, aproveito o burburinho para falar de uma das maiores sensações dos anos 90 e o filme consagrado pela academia na década: Titanic. O filme com Leonardo di Caprio e Kate Winslet levou 11 estatuetas, incluindo melhor filme, e é um trabalho de James Cameron. O diretor viu um documentário em 1989 sobre o navio que trazia as mais novas tecnologias navais e seu naufrágio durante a viagem de inauguração e ficou bastante interessado em montar sua versão da história. Passou sete anos escrevendo o roteiro, começando a gravar em 1995.
O filme chegou aos cinemas em 1997, bateu recordes de público, ficando 15 semanas consecutivas como o primeiro lugar das bilheterias, e chegou assim ao primeiro filme da história que passa a marca de 1 bilhão de dólares de arrecadação, número que só foi batido em 2003, pelo terceiro filme que fecha a trilogia Senhor dos Anéis. No Brasil, o filme foi visto por 17 milhões de pessoas, as quais posso afirmar com veemência que eram 80 % mulheres que choraram com a morte de Jack (spoiler? hehe).
Tirando o fato do Leonardo de Caprio estar no auge da sua carreira e conquistar as adolescentes com seu belo rostinho, o filme de fato é um belo romance e que emociona. A tragédia torna-se pano de fundo para o impedimento da felicidade do casal, que além de estarem no navio com a maior tragédia da história naval em seu currículo, tinham a distância social, outros relacionamentos envolvidos, etc… Mesmo aqueles que (como eu) não eram tãão chegados assim no “Leo”, o filme tinha um appeal. É, e confesso que chorei no final…

Lendo mais sobre o filme, achei uma curiosidade no mínimo interessante: o ator que foi sondado em primeiro lugar para viver Jack Dawson foi Macaulay Culkin, o eterno menino de Esqueceram de Mim (outro sucesso dos anos 90). Fico aqui pensando se ele não tivesse desistido da carreira de ator de cinema e se tornado o ídolo das menininhas pré-adolescentes… E agora corta e lembro de Party Monster e seu papel de drag. Ok, fim das divagações.
E pra encerrar, deixo vocês com Celine Dion, e a música também ganhadora do Oscar “My heart will go on”. Símbolo do filme, do estado de espírito romântico que o filme deixou naquele 1997. E que consagrou a canadense que já estava um tanto sumida do show biz.