escrito por Andréa Hiranaka em 28/10/2008 - 8 comentários
Tá, o tópico já é “so last week”, mas me dêem crédito, pelo menos resolvi escrever.
Semana passada, surgiu no Twitter o tag #twitter1998, com pessoas postando como se estivessem de 1998. Começou lá fora e, segundo o Twemes, o @fugita foi o primeiro brazuca a disseminar a praga.
Mas porque raios 1998? Não sei mesmo (se alguém souber, me conte), mas talvez alguns fatos tenham feito a importância desse ano na década de 90. Alguns 1998 facts:
Ano Internacional do Oceano pela ONU. (Isso me lembra tanto o @renao, OCEANO.
Desabamento do Palace II no Rio de Janeiro, devido à falhas na estrutura.
A FDA (administração de alimentos e drogas dos EUA) aprova o Viagra para ser utilizado no tratamento de impotência masculina.
Saída da Geri Halliwell,do grupo Britânico Spice Girls.
É exibido o último episódio do Seinfeld.
José Saramago ganha o Nobel de Literatura.
Lançamento do primeiro Gameboy Color, da Nintendo.
Nasce a Sasha Meneghel Szafir e morre o Shotaro Ishinomori, criador do gênero Kamen Rider
Lançamento do Windows 98.
Nasce o Google.
Na minha vida, nos meus 14 anos, eu estava no último ano da escola em que estudei por 8, com aquele friozinho na barriga de ter que mudar de colégio. Naquela época, ainda de aparelho, óculos e cabelos compridos, eu era a nerd de quem todo mundo queria colar na prova e tinha dúvidas se minha matéria preferida era matemática ou história.
Minhas tardes eram passadas na frente da TV, mais especificamente na frente da MTV e do Radiola que passava todas as tardes (as músicas que eram hits nas férias daquele ano ainda estão gravadas em algum lugar do meu cérebro e ressurgem vez ou outra de forma incontrolável e surpreendente). O mais irônico é que desde muito tempo “isso é tão 98″ virou termo corriqueiro entre eu e a minha irmã.
O ilustríssimo amigo Bellotto acaba de me dizer que ele é o dono de um dos pares do Nike Air Max 90 que chegaram às lojas da Maze, Doc Dog e Grapixo.
Para quem não conhece, o modelo foi lançado em 1990 como Nike Air Max III e, nestas cores, tornou-se um clássico dos tênis da década mais querida por este blog e ficou conhecido como Infrared. A identificação da década com o tênis é tão grande que o modelo passa a se chamar Nike Air Max 90, relançado com pouquíssimas adaptações de material, para se manter o mais fiel possível ao original.
A venda dos exclusivos pares (pelo que eu entendi, foram 18 pares na Maze e ninguém comentou sobre os números das outras lojas) ocorreu neste último fim de semana e, claro, mobilizou uma série de fãs do modelo.
Nós, do Nos 90, estamos assistindo de camarote a volta da década. Ainda que minha infância, um pouco mais humilde, tenha sido marcada mais pelo M2000 do que pela Nike. =)
escrito por Cássia Alves em 20/10/2008 - Um comentário
Começo meus posts aqui no Nos 90 falando de algo que mexeu bastante comigo e com a população pré-adolescente feminina (e uma pequena parte da masculina também, não os deixarei de lado…) do mundo inteiro. Em 1996, surge uma banda com cinco garotas britânicas, gritando para quem quisesse ouvir que as mulheres é que estavam no comando. Quando você tem seus 12, 13 anos e ainda está tentando formar sua personalidade, nada melhor pra ouvir do que isso, não?
Surgiam as Spice Girls, com toda sua atitude refletida nas letras das canções, na forma de vestir e de agir. Cada uma do seu jeito, fazendo com que todas as garotas se dividissem em grupinhos de cinco, determinando quem era quem. A esportista, a elegante, a louca, a loirinha fofinha e a sexy. Wannabe foi o hit feminista dos anos 90, que dizia algo do tipo: “você quer me namorar? Ok, mas eu ainda continuo com minha vida vida do jeito que ela está, não viverei em função de você”. Quer maior revolução do que isso? Uma mulher que determina se é independente ou não, que se veste do jeito que gosta, que sai com suas amigas pra curtir… Pode ser uma releitura dos sutiãs queimados dos anos 60, mas isso de fato fez sucesso trinta anos depois: 55 milhões de discos e 30 milhões de singles, tornando-as a maior banda feminina da história. Só este primeiro hit vendeu mais de 6 milhões de cópias.
O sucesso, porém, não durou muito. Dois discos e um filme depois, Geri Haliwell resolveu seguir carreira solo e daí em diante as Spice não conseguiram mais voltar ao que eram antes. O terceiro disco foi lançado com as quatro meninas, inclusive com uma música de despedida a Geri. A vida das meninas do girl power foi mudando, elas casaram e tiveram filhos. É, parece que o mundo das mulheres independentes que conseguem fazer tudo que querem e ainda serem mulheres não é tão perfeito assim… Ironias do Destino.
Elas chegaram a tentar uma reaproximação em 2007, mas não deu certo e a idéia morreu um ano depois. Mas isso já não é mais assunto para um blog que se encerra no ano 2000. Aí parecerá que prevejo o futuro!
Termino meu post de uma maneira bem tendenciosa, com minhas músicas preferidas de fã:
Todo esse pânico gerado com o ativamento do LHC: vamos ser engolidos por um buraco negro?, vamos nos desintegrar?, devo fugir para as montanhas? e consequentemente a gigante broxada coletiva que ocorreu quando ligaram o tal treco e nada aconteceu, me deu saudades do Bug do Milênio.
O Bug do Milênio foi um dos maiores surtos coletivos da história, e ao contrário da Macarena, trouxe bem menos estragos(você dançou macarena, pode admitir).
O que era pra acontecer: na virada de 1999 para 2000, todos os computadores do mundo iam surtar por conta do método de armazenamento de dados usados pra economizar grana. Ou seja, era mais barato você ter um sistema que trabalhasse no esquema DD/MM/AA do que DD/MM/AAAA. O medo era de que na virada, todos os computadores do mundo achassem que estávamos em 1900 e não em 2000, levando quase tudo pras cucuias.
Como as pessoas reagiram: Alguns fugiram pras colinas, outros começaram a estocar comida em casa e a construir abrigos nucleares enquanto citavam trechos de profecias do Nostradamus.Alguns poucos (tipo eu) estavam loucos pra ver o circo pegar fogo. No meio disso tudo, os pobres coitados trabalhadores de tecnologia de informação trabalhavam de sol a sol a fim de evitar o apocalipse tecnológico.
O que aconteceu: N - A - D - A!!! Absolutamente nada!!! Tirando um errinho aqui e outro ali. Uma das maiores broxadas de que se tem registro na história da humanidade. Eu, pessoalmente, fiquei muito triste em constatar na frente do meu computador ligado que estava tudo igual. Não teve nenhuma explosão, nenhum portal pra um mundo paralelo, nadica de nada. Além disso, os nerds trabalhadores de sol a sol desenvolveram tecnologias melhores para armazenamento de bytes, mas isso nem teve muita graça.
Este é um tema que pode gerar mais posts. Inclusive, a Juliana já começou falando sobre o fantástico mascote dos Jogos de 92. Falo agora sobre as aberturas dos Jogos de 92, em Barcelona, e 96, em Atlanta.
Em 1996, tivemos aquela fila com uma série de atletas importantes dos EUA (vá se preparando, porque o dia em que o Brasil sediar uma Olimpíada, eu não duvido que quem acenda a tocha seja o Edson ou mesmo algum artista como a Xuxa). Momento emocionante foi ver Mohammed Ali, já bem consumido pelo Mal de Parkinson, sendo o condutor final do fogo olímpico. O vídeo abaixo é longo. Avance até os minutos finais para a cena mencionada:
Mas inesquecível à infância da década foi com certeza a abertura dos Jogos Olímpicos de Barcelona. A ousadia, a língua próxima. Na verdade, a primeira Olimpíada da qual me lembro. Não existe cena mais clássica do que o momento em que a tocha seria acendida por uma flecha em chamas que, ahn, errou o alvo. Lembram?
Em um dos poucos dias que consegui chegar “cedo” em casa, flagrei o pessoal, após a favorita da globo, trocando de canal e assistindo Pantanal. O SBT aposta na novela exibida pela Manchete em 1991, que trouxe ao mundo carinhas como a Cristiana Oliveira, a sempre lembrada Juma. Não me lembrava de nenhuma outra grande figura, mas ontem vi um trecho: Marcos Winter de galã é impagável. E na abertura original encontrada agora há pouco no YouTube e exibida abaixo, consta na tela “apresentando”, destinada a atores que estão fazendo a sua primeira novela, o nome de Carolina Ferraz.
Para você que já está se acostumando com o fato que os anos 90 vão voltar, troque de canal e assista Pantanal. Esta novela causou um belo buraco de audiência na até então toda-poderosa Globo na época de sua primeira exibição e mesmo hoje, 17 anos depois, alavancou a audiência do SBT. Disseram-me que isso é o efeito de um Benedito Ruy Barbosa inspirado, um bom elenco e uma excelente direção do Jayme Monjardim.
Eu, na verdade, aposto em peitinhos. Quando você menos espera, eles pulam na tela, veja:
Os entusiastas da música eletrônica poderão dizer que a década deu um salto qualitativo no gênero. Foi durante os 90 que surgiram um monte de sub-gêneros que fazem da cena uma verdadeira salada para leigos como eu.
Mas tivemos entre as ditas bandas pop algumas que vieram deste cenário (você lembra de chamar o seu amiguinho de clubber? Pois é…). Uma delas foi o Prodigy.
O Prodigy surgiu em 1990, com dois manos loucos à frente de um DJ.
De acordo com a Wikipedia: “The Prodigy é uma banda britânica de música eletrónica, considerada uma das maiores referências de um sub-género desta, o big beat. Iniciaram a sua carreira em 1990, quando Liam Howlett, Keith Flint e Leeroy Thornhill se cruzaram num clube na cidade onde viviam, Essex, e decidiram formar um grupo. A intenção era Keith e Leeroy ocuparem a posição de dançarinos, dando assim um contributo para que a música que Liam criava ganhasse vida em cima dos palcos. O primeiro concerto aconteceu no The Labyrinth em 1990, ao qual se juntou por divertimento Maxim Reality (no papel de MC), acabando por ficar até hoje nessa função.”
A coisa até que pegou, os dois manos loucos na verdade viraram vocalistas e o disco de 1996, The Fat of the Land, estourou nas paradas com pelo menos 3 grandes hits que você pode conferir abaixo (respectivamente): Firestarter, Breathe e Smack My Bitch Up. O último causou grande frissom no mundo por ter sido banido pela MTV gringa por ter excesso de apelo sexual e apologia a uma vida nada saudável. Enfim. Veja aí:
escrito por Luiz Yassuda em 19/06/2008 - 5 comentários
Seria um grande post se eu comentasse sobre uma grande canção do Gonzaguinha, cuja intérprete mais famosa foi Maria Bethânia. Mas temos que manter o nível um cadim mais baixo, então falemos desta Explode Coração:
A novela Explode Coração, exibida entre 1995 e 1996, foi a coroação da rumba flamenca em horário nobre. Em outras palavras, fizeram uma trama baseada na cultura cigana, deixando de presente para a década o hit Enamorado, depois com versão brasileira de João Paulo e Daniel, denominadada Estou Apaixonado. Outro presente foi a interpretação de Ricardo Macchi no papel do Cigano Igor, nome pelo qual até hoje o ator(?) é chamado.
Cigano Igor foi o precursor do modelo de modelos atores. Antecedeu figuras como Paulo Zulu e Reynaldo Gianecchini. Sua performance como ator não fica devendo em nada para outros grandes mestres desta faculdade, como por exemplo Murilo Benício.
Veja nesta cena, com direito ao hit amoroso e o par romântico Tereza Seiblitz, a cigana Dara:
Veja também a abertura desta novela, com direito a dancinha e, olha que modernidade, download da Ana Furtado. Do computador para a sala de estar. Muito descolado para a época, ó:
E para fechar o post, um hit do fim dos anos 80 (em disco gravado em 1989), que provavelmente você só conheceu nos anos 90. Recomendo que você dê um play no clipe e aí faça uma releitura do post. Só para criar um clima.
escrito por Juliana Garcia Sales em 17/06/2008 - 2 comentários
Olá, pessoas!
Eu compartilho da opinião do Yassuda, os 90 vão voltar com tudo. E ainda bem que eu era adolescente, aí fica mais fácil lembrar das coisas.
E essas lembranças vêm de assalto, difusas. Quis recomendar um clipe da década pro Yassuda (era Double You, FYI) e me pego assobiando uma música. Fiquei pensando “de onde era essa música mesmo?”. Era de um desenho. Que desenho, meu Deus? Penso mais um pouco e lembro: era de um desenho da Cultura… Era o Cobi! O mascote das Olimpíadas de Barcelona ‘92.
Esse processo realmente consumiu algumas sinapses, apesar da minha autoproclamada boa memória.
E começo a cantarolar: “Cobi… o mascote genial… larari, larari em Barcelona” - hahaha, não, não é assim. Toca procurar a música no iutubiu.
Vendo esse vídeo da abertura, vejo como tem coisas que a gente só entende depois de adulto: esse desenho tem o traço livremente inspirado em Miró e Picasso. Isso explica a garotinha sem braços que toca teclado com os pés.
E a minha mãe sempre perguntava “por que você assiste a esse desenho torto?” Ora, é superlegal, mãe! E prevejo que Cobi será tão cultuado quanto o Misha, o ursinho chorão de Moscou ‘80.
escrito por Luiz Yassuda em 12/06/2008 - Um comentário
A banda é dos 80, mas o hit é dos 90. Fazemos uma homenagem ao dia dos namorados, inspirados pela tag lançada no Twitter (#LoveSongsRBackAgain) de autoria da Juliana Garcia Sales, com uma canção do Bon Jovi, lançada na coletânea de 1994 intitulada Cross Roads, que continha como inéditas Someday I´ll be Saturday Night e este clássico abaixo, Always: